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Escolas de Informática e Cidadania - EICs
O que é uma EIC?
As Escolas de Informática e Cidadania (EICs) são espaços informais de ensino criados por meio de uma parceria entre o CDI Amazonas e organizações comunitárias ou movimentos associativos, tais como: centros comunitários, entidades de classe, grupos religiosos, associações de moradores, entre outros.
As EICs seguem uma Proposta Político-Pedagógica desenvolvida pela Rede CDI que está baseada na Pedagogia de Paulo Freire. A Proposta procura disseminar junto às comunidades beneficiadas o ensino técnico aliado a temas da realidade local. Para cada ferramenta computacional é elaborado um projeto que envolve um processo de reflexão/ação. Utilizando a linguagem digital como meio, o conteúdo didático fomenta a construção da cidadania através de discussões envolvendo temas como os direitos humanos, sexualidade, não-violência, ecologia e saúde.
O CDI Amazonas oferece às comunidades capacitação de educadores e coordenadores, auxílio no desenvolvimento de metodologias, currículos específicos para diferentes grupos sociais, cessão de computadores, impressoras, software e apostilas para auxiliar o trabalho dos educadores e coordenador. Além do acompanhamento técnico e pedagógico permanente em seu desenvolvimento, o CDI Amazonas também presta assessoria administrativa.
As EICs devem ser financeiramente auto-sustentáveis (mantidas por mensalidades) ou financiadas (mantidas por instituições parceiras), e devem ser gerenciadas pela própria comunidade que a implementou. As auto-sustentadas devem estipular uma mensalidade simbólica que, além da função pedagógica em valorizar o trabalho, possibilita a distribuição de aproximadamente 50% desta receita entre os educadores/coordenador e a manutenção da escola, visto seu baixo custo operacional. Os alunos que não podem pagar nem mesmo a mensalidade simbólica não são impedidos de estudar, mas podem ajudar de outra forma contribuindo com as tarefas de funcionamento da escola.
Investimos na capacidade da entidade parceira em realizar o seu empreendimento sócio-educativo, fazendo dela parte atuante do processo. Acreditamos que este modelo quebra a postura paternalista tão comum em programas destinados às populações de baixa renda.
Saiba Mais :
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