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Impontualidade
Lopes de Sá

 
Tão regulares eram as caminhadas diárias de Emanuel Kant que em seu vilarejo costumam acertar os relógios quando ele saia de casa.

Essa a saga que circulou e que passou a ser símbolo de pontualidade.
Mesmo sem cumprir tal rigor, um dos fatores de sucesso na vida é o de ser fiel aos horários dando a eles o valor ético que merecem.

Obviamente ninguém é obrigado a assumir certos compromissos, mas, uma vez firmados constitui falta de respeito o não cumprimento dos mesmos.

O atraso quanto a horários costuma impacientar a quem espera e até a ensejar perda de oportunidades.

Muitas pessoas se predispõem contra outras quando ficam a esperar por mais tempo.

Uma energia negativa tende a ser gerada como efeito da impaciência, ou seja, o natural é que o aborrecimento causado forme conceitos negativos, esses que emitem energias desfavoráveis.

Mesmo sem reclamar é possível perceber na face das  pessoas sinais de desagrado quando não é observada a pontualidade.

Nem sempre, entretanto, é possível uma absoluta precisão, especialmente em centros maiores quando há necessidade de deslocamentos.

Nesse caso o melhor é sempre precaver-se; hoje, por exemplo, marco meus compromissos com alguma dilatação de tempo; em vez  de dizer que comparecerei às 9:00 horas afirmo que entre 9:00 e 9:30 estarei em tal ou qual lugar.

Se ainda algo ocorre de impedimento o melhor é avisar que o imprevisto está ocorrendo e isso hoje é muito fácil com os aparelhos portáteis de comunicação.

A impontualidade é um desrespeito que pode gerar outro quando para apresentar justificativa é utilizada a mentira.

O mesmo ocorre com relação a outros compromissos como serviços profissionais, entregas de mercadorias, atendimentos em lojas, em guichês, em consultórios etc. Quando as pessoas esperam que façamos algo por elas nem sempre toleram quando não são atendidas no prazo prometido ou esperado.

Sempre procurei ser pontual com os meus clientes sem que tivessem que esperar para serem atendidos.

Não me parece boa prática a de fazer com que as pessoas percam tempo ou se impacientem aguardando nossa atenção.

Entendo como desrespeito estabelecer um horário para que alguém esteja conosco e deixar que ela fique por longo tempo a esperar.

A mim foi sempre possível cumprir audiências marcadas e as raríssimas vezes que isso não ocorreu procurei compensar com atenções especiais aos que tiveram que aguardar.

Considerando que muitos milhares de clientes, colegas, alunos, autoridades tive que atender posso afirmar com a minha experiência ser factível o cumprimento de horários sem deixar que terceiros fiquem desassistidos.

Certa época um cliente compareceu ao meu escritório em horário marcado por minha secretária e eu não estive presente.

Polidamente o referido ligou-me no dia seguinte narrando o fato e pedindo que marcasse outro horário, pois muito necessitava  de minha opinião com urgência.

Estranhei o fato por que minha agenda não assinalava o compromisso.

Inquirida a secretária muito se desculpou pela falha em não haver feito a anotação.

Fixei, então, outro horário e atendi o requerente.

Não permiti, todavia, que a consulta fosse cobrada.

Quando foi realizar o acerto com a secretária recebeu um bilhete que deixei para o mesmo e que simplesmente afirmava: “a consulta está quitada com a reciprocidade do que lhe devo por não haver-lhe atendido na hora marcada; o tempo que perdeu poderia ter sido até mais valioso que o meu, mas, não conseguindo avaliá-lo peço que aceite como valor equivalente o desta quitação.”