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Casuismo e normas contábeis nominadas internacionais

 
Antônio Lopes de Sá

Em matéria que envolve responsabilidade com a verdade e quando esta tem em mira alcance geral, necessário se faz respeitar uma seqüência lógica.

As denominadas “Normas Internacionais de Contabilidade” carecem de metodologia científica, situando a matéria no campo do casuísmo.
 
Basta seguir a numeração das normas editadas e, no Brasil, as deliberações da CVM, para que disso se tenha convencimento.
 
É fácil perceber que casos particulares guiaram a seqüência das matérias normatizadas, se compararmos as mesmas com a metodologia aplicada pelos intelectuais que construíram a ciência contábil.
 
A falta de ordem em matéria intelectual perante objetivos maiores é a de privilegiar casos isolados, nem sempre com a inserção dos mesmos na melhor forma de raciocinar segundo se infere pelos escritos do maior gênio do método moderno - René Descartes.
 
Se a meta é construir uma “disciplina” de procedimento, imprescindível se torna que uma seqüência organizada seja construída.
 
O IASB não seguiu a um método, mas, foi ao sabor de seu próprio interesse emitindo as normas.
 
A título apenas de exemplo , tomando uma das publicações que “autorizou” (a matéria é deles) em língua portuguesa, tem-se a seguinte seqüência:
IAS 1 - Apresentação de Demonstrações Financeiras
IAS 2 - Inventários
IAS 7 - Demonstrações de Fluxos de Caixa
IAS 8 - Políticas Contabilisticas - Alterações nas Estimativas Contabilisticas e Erros
IAS 10 - Acontecimentos após a data do balanço
IAS 11 - Contratos de Construção
IAS 12 - Imposto sobre o rendimento
 
Não é preciso muito esforço para perceber a desordem cultural predominante, subjetiva da entidade, com carência de organização em face da doutrina da ciência da Contabilidade.
 
Os preceitos de Descartes estabelecem como base para a organização do conhecimento: 1º - Experiência, 2 º - Análise, 3º - Ordem e 4º - Enumeração revisora.
 
Como afirma o importante pensador, pai do Método Moderno:
O terceiro, o de conduzir por ordem meus pensamentos, começando pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer, para subir pouco a pouco, como por degraus, até o conhecimento dos compostos, e supondo mesmo uma ordem entre os que não se precedem naturalmente uns aos outros .
 
As normas do IASB não se comprometeram em seguir o mais simples, mas, sim, o que lhes pareceu conveniente.
 
Nem se preocupou a instituição normatizadora com a construção educacional, esta já sólida, fundamentada em conceitos consagrados.
 
Destruíram bases culturais, sem justificar cientificamente, criando conceitos vazios e outros totalmente equivocados, elegendo critérios contra a lei e a teoria.
 
O que alguns acreditaram e outros alardearam como “nova Contabilidade” em realidade não o é, bastando para isso conhecer a história das doutrinas.
 
O IASB não inventou a nossa disciplina, apenas acomodou-a aos seus interesses, segundo a opinião de ilustres intelectuais, criando um mundo de fantasias enganosas e prejudiciais como dentre vários afirmou Krugman, prêmio Nobel de Economia 2008.
 
Descartes afirmou na obra citada que foge ao razoável “reformar o corpo das ciências ou a ordem estabelecida nas escolas para ensiná-las”, mas, isso não foi levado a sério pelo IASB.
 
Reformas exigem compromisso com a realidade, tudo sob os influxos da “razão”, da “lógica”, da “verdade”.
 
Isso requer respeito à ciência, ao objetivismo, fatos desrespeitados pelo casuísmo.
Quando se pratica a subserviência cultural, optando por não discutir, excluindo-se a contestação em relação ao normatizado, se aceita o casuísmo.
 
A conformidade não é própria de quem tem por dever executar trabalhos que envolvem altas responsabilidades.
Pior e mais agrava a questão o artificioso quando abre portas ao subjetivo e este á fraude.
 
São casuísmos as normas, conceitos ou quaisquer elementos ardilosos, especialmente nos campos contábeis, administrativos, econômicos, direito, ética, moral e política, lastreados em atos subjetivos, isolados, particulares e não em regras universais da ciência.
 
Igualmente nisso se enquadram as medidas que tem em vista favorecer ou resolver o problema de uma pessoa, grupo de pessoas, empresas, entidades, sem levar em conta o bem coletivo.
 
É nessa situação referida que as normas denominadas como internacionais de Contabilidade se situam segundo a opinião de ilustres intelectuais como os mencionados em muitos de meus textos que se acham em meu portal www.lopesdesa.com.br e que foram amplamente difundidos pela Internet em selecionados portais.