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Conhecimento de si mesmo

Antônio Lopes de Sá

Entre o nosso mundo interior e aquele das coisas que nos cercam separam-nos diferenças de formas, mas, une-nos a mesma essência.

Cada vez mais a ciência se aproxima dessa realidade que Descartes pregava em suas preleções, quando no início do século XVII as fazia na Holanda.
 
O preceito lógico que admite como “essência” aquilo de que tudo se compõe, manifestado em miríades de corpos e energias, parece cada vez mais próximo de confirmar-se através da Biogenética.
 
A origem da vida que tanto foi preocupação de Lamarck e Darwin, a partir da evolução das espécies volta a ser tema na exploração científica do “gene”.
 
As reações químicas de transformação dos corpos pelos elementos que estruturam os aminoácidos encontram explicações em energias comunicantes.
 
A vida, essa que sentimos pela presença da consciência difere nos seres, mas, tudo se passa justificando-se dentro de um fim para o qual cada existência foi criada.
 
Se nos é limitado o entendimento das causas finais, todavia, não o é da concepção dos meios.
 
Entre as conjecturas dos filósofos e a realidade objetiva dos cientistas os laços vão se estreitando cada vez mais.
 
As prodigiosas qualidades que nos foram doadas por natureza a maioria não se preocupa em conhecer, com isso vedando o exercício da plena propriedade do espírito, dessa energia que nos enseja a vida.
 
Quando Descartes pregou que as verdades estão impressas em nossa alma e que a nós nos compete buscá-las, repetia o que havia 2.000 anos Buda dissera sobre o “conheça-te a ti mesmo”, o que no Egito antigo se gravou na Esfinge.
 
Muito perdemos em não conversar conosco mesmo...
 
Se mais refletíssemos sobre o que somos por certo ligaríamos mais o nosso corpo à energia que nele habita.
 
O exercício da essência, ofuscado pela forma, distancia-nos dos objetivos, das verdades em nós impressas.
 
Isso significa que a distância de si mesmo é um desvio cósmico e por isso alto tributo se paga.
 
Como a nossa natureza é cósmica o desvio dela é uma distância perante o curso da evolução, por omissão.
 
Mais que benefício é uma responsabilidade essa indagação sobre nós mesmos, pois, só assim determinamos as linhas mestras do curso que nos compete palmilhar.
 
As barreiras que desde a infância são criadas à nossa liberdade de pensamento são sérias vedações ao exercício da capacidade vital.
 
Grande parte do que fazemos nem sempre é o que deveras foi gerado em nossa mente, mas, sim, nela introduzido.
 
Muitas das regras que nos são impostas aferrolham o nosso discernimento.
 
Não são poucas as vezes que deixamos de ser nós mesmos para seguir o que os outros querem que sejamos.
 
Essas as razões pelas quais Descartes abandonou Paris para fazer as suas peregrinações em busca de estabelecer comparações e mudar cenários mentais, tão como libertar-se dos grilhões da educação clerical que recebera.
 
Chegar a conclusões próprias a partir da reflexão e da experiência, sob o crivo da razão, moderadas as emoções e crenças, foi o que ensejou ao grande pensador francês referido escrever a obra que mudou o rumo das ciências através da disciplina do pensamento.
 
Tudo por que estabeleceu suas bases na ligação que os egípcios já lecionavam há muitos milhares de anos entre - o corpo, a mente e o espírito.
 
Em nossas decisões residem as atitudes que podem modificar as nossas vidas, mas, só deveras tal mudança conseguimos quando buscamos os fundamentos dentro de nós mesmos.