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O Berço da Corrupção

Antônio Lopes de Sá

A corrupção é algo muito antigo, fruto da má formação moral de quem a pratica ou a enseja.

O corrupto é um doente mental que comete a imoralidade sem escrúpulos.
 
Geralmente deriva-se de uma vivência de berço mal formado, em lares nos quais faltaram exemplos de virtude.
 
A experiência prova que os defeitos de ordem ética são na maioria dos casos derivados de educações defeituosas.
 
Maus exemplos no lar geram más consciências, na quase totalidade dos acontecimentos.
 
As provas podem ser encontradas ao longo dos milênios, na experiência de vida dos povos, narrada pelos historiadores.
 
Há 2.000 anos, quando Caio Júlio César Otaviano Augusto, primeiro imperador romano, promulgou leis que visavam a proteger a família através de maior seriedade no casamento, assim como sobre o comportamento humano, tinham sérias e fundadas razões.
 
A mãe do soberano, Átia (sobrinha do grande líder e político Caio Júlio César), fora mulher licenciosa, egoísta, orgulhosa, inescrupulosa, bem ao gênero das mulheres da concupiscente elite da sociedade romana da época; não fosse o tio Cesar e Otaviano ter-se-ia perdido e com isso Roma muito mais; um exemplo negativo de origem materna é um péssimo precedente.
 
O desamparo moral que o sábio dirigente tivera no lar o fizera compreender o quanto do gravoso isso representava para a comunidade; tão logo teve o poder em mãos dificultou o divórcio, incentivou a criação de filhos, estabeleceu rigores para o adultério, desestimulou o celibato.
 
Outro resultado não poderia haver senão o fortalecimento da célula social que é o lar e um período de maior paz e prosperidade geral.
 
A influência moral, espiritual, da mulher na formação das consciências éticas dos filhos cria as sociedades de nível superior, amenizando a violência, ampliando a visão do dever e da prática do empreendimento e da honestidade.
 
Segundo nos narra Suetônio, biografo dos Césares, a maior importância do longo governo de Otaviano foi a influência que exerceu firme e positiva na implantação de regras éticas com maior segurança nos lares.
 
O dirigente mais louvado da maior civilização que o mundo antigo conheceu fundamentou-se no princípio simples, consagrado, inclusive na Biologia, de que são as células sadias que fazem os organismos sadios, e, a família é uma célula.
 
Reconheceu que o berço da corrupção está na formação das consciências; como a consciência ética se constrói fundamentalmente no lar este precisa ter estrutura sadia.
 
Quase dois milênios se passariam e o austríaco Sigmund Freud provaria em suas teses científicas que são as impressões da infância as que mais se fixam em nossas mentes; há 2.000 anos, pois, no campo da administração pública Augusto já aplicava o princípio científico de fortalecer eticamente o lar para que menos corrupção existisse nas sociedades.
 
O grande mal social fundamentado na violação da virtude, todavia, não se extirpa apenas com punições; para que seja banido é preciso essencialmente educar e essa é em primeiro lugar a missão dos lares e nesses principalmente a das mães.