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Confiança e medo

Antônio Lopes de Sá

A falta de confiança nas próprias forças é uma forma de medo.

Duvidar sobre o pretendido é uma forma de impedir a si mesmo a realização, ou seja, é renunciar ao objetivo.
 
Não são poucos os que invejam sem tentar conseguir o que é invejado.
O invejoso é um medroso, acrescido da falta de virtude.
 
Quem confia, crê na possibilidade de conseguir o que almeja, pensa e luta.
 
Se existe vontade deve haver disposição para que se possa qualificar a ponto de habilitar-se a obter a pretensão formulada.
 
A quase totalidade das coisas permissíveis é possível se obter, mas requererá sempre capacitação.
 
Como os frutos as pretensões requerem tempo de maturação.
 
A fim de alcançar um objetivo a primeira pergunta a fazer a si mesmo é sobre o que é preciso para conseguir a materialização do imaginado.
 
Conhecida a trajetória a seguir não se deve adiar o empreendimento, admitindo que por mais longa que seja a caminhada ela será sempre iniciada com um primeiro passo.
 
Por mais tímida que seja a providência para a conquista de um escopo ela será sempre mais vigorosa que a omissão ou
inércia.
 
O deixar para amanhã, para uma data aleatória, é debilitar-se.
 
O que se dispõe a fazer necessita que mesmo modestamente deve-se logo começar sem medo, com obstinada vontade e ação.
 
Não basta, pois, apenas, começar; é preciso dar continuidade.
 
Quando iniciei minha vida de estudante admirava a cultura de meus mestres; sempre me imaginei um dia no lugar nobre que eles ocupavam, mas sabia que muito conhecimento deveria acumular; fiz comigo mesmo, então, um compromisso; não iria dormir sem que tivesse lido no mínimo trinta páginas de um livro, além dos que deveria estudar; dessa forma, calculava eu, conseguiria ler pelo menos três livros por mês, cerca de trinta e seis por ano e em 10 anos teria lido 360, adquirindo, dessa forma, uma razoável cultura.
 
Com o tempo percebi que era preciso melhorar o plano e questionei-me sobre o que me interessava saber basicamente; cheguei rapidamente à conclusão de que precisava conhecer sobre o que os antepassados tinham feito e como pensaram; isso me ensejou concentrar a leitura nas obras de História e de Filosofia; li de Tucídides, Heródoto e Tito Lívio a Cantú, de Tales de Mileto a Maritain.
 
O hábito foi fazendo com que mais rapidamente eu conseguisse superar metas, permitindo maior velocidade, a ponto de precisar apenas dois dias para terminar a leitura de um livro; e assim muitos milhares foram sendo objeto de minha atenção, anotação e desfrute.
 
Toda essa experiência ensejou-me sustentação para o que em minha vida deveria desenvolver, sem medos e sem pausa.
 
Não se deve temer diante dos propósitos, nem confundir intrepidez com ousadia, nem muito menos com leviandade.
Proteger-se contra o risco é prudência e esta não deve dissociar-se da confiança.
 
Nem a covardia do medo, nem a estupidez da inconseqüência devem orientar uma vida sadia e sensata.
 
“Sem pressa, porém sem pausa, como as estrelas”, como disse um poeta, se deve cumprir o destino determinado com a concessão da vida e a atribuição de dotes inatos.