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Efeitos do passado e comportamento presente

Antônio Lopes de Sá

Acontecimentos do passado formam recordações que podem ajudar ou perturbar, mas, nunca devem ser motivos de anulação de nosso momento presente.

Tudo o que percebemos em nossa passagem pela existência é armazenado em nossa mente; o que permitido é a tais “gravações” pode ser motivo de sucesso ou de fracasso, ou seja, o comportamento humano muito depende de como se lida com as memórias.
 
Pesquisas realizadas no campo da Heurística (ciência do pensamento criador) chegaram à conclusão de que nada se perde do que se percebe, desde o início da vida e que sob hipnose é possível libertar os registros cerebrais mais remotos.
 
O que muito varia, entretanto, é a forma com a qual o ser humano se comporta perante os fatos já acontecidos, especialmente os que foram considerados como “perdas”.
 
Existem pessoas que se prendem tanto a lamentações sobre passagens difíceis ou dolorosas da vida que acabam por anular o presente em razão de acontecimentos suportados.
 
A vida, entretanto, por natureza, transcorre com ganhos e perdas.
 
Os lamuriosos em razão de perdas chegam até a desvalorizar ganhos que sucedidos poderiam dar felicidade; esquecem-se que a alegria depende de como permitimos que os acontecimentos influam sobre o nosso comportamento.
 
Existem eternas vítimas dos fatos decorridos e, também, aqueles que dormem sobre vitórias que já não existem mais, deixando de zelar para que novas conquistas possam vir a ocorrer.
 
Minha longa experiência de vida ensinou-me que o destino é um planejamento cósmico, tal como determinada foi a própria existência; também comprovei ser possível reformular situações; entendi que nos são atribuídos dotes que os devemos ter como obrigações; ou ainda, o que nos foi por nascimento oferecido é o que nos é cobrado como contribuição na marcha evolutiva do cosmos.
 
Melhor será sempre considerar que aquilo que nos é tolhido nem sempre como uma perda definitiva deve ser suportado; em minha vida transformei muitos danos passados em proveitos futuros.
 
Aquilo que às vezes é julgado como certo mais tarde percebe-se que se tivesse ocorrido seria desastroso.
 
As aparências de um momento nem sempre são projetadas no futuro; a falta de reflexão enseja ilusão.
 
Não são raras as pessoas que deixam de conquistar conhecimento de si mesmas e que permitem impulsos e emoções superarem razões, estas que o uso da inteligência deve perseguir reflexivamente.
 
O que se perde de fato, todavia, deve-se procurar compensar com ganhos; o que se ganha deve-se proteger para que não se perca.
 
Não resolve indefinidamente lamentar o perdido; o tempo de lamentação é o mesmo que se aplicaria em recuperação.
 
Não se deve, também, crer que uma conquista conseguida esteja isenta de risco e nem que deva ser a única; é preciso sempre buscar novas vitórias.
 
O presente é tão veloz que quando nos damos conta dele já é passado.
 
Como, todavia, a ação é ato presente, necessário se faz exercê-la sem deixar que ela se deixe dominar pelo decorrido dolorosamente; lembranças de sofrimentos não ajudam.
 
O sentimento de falta, de ausência, sufoca o que é doado a cada instante.
 
Se imaginarmos sempre que o presente é um renovar de oportunidades poderemos fazer do mesmo algo construtivo.
 
Efeitos suportados não devem empanar os atuais, a menos que se deseje persistir em viver o vivido, omitindo-se perante o que de novo é ensejado; quem se aferra ao passado vive de suposições, anestesiando o espírito por supressão do
presente.
 
Por melhor que seja a memória do acontecimento ela será sempre uma anulação de realidade, não devendo ir além de um devaneio, jamais de condição absoluta para um comportamento presente.
 
Poderemos sob certas circunstâncias recordar um fato acontecido para evitar que venha a suceder algo similar de gravoso, jamais, todavia, deixar que erros passados sejam impedimentos de acertos atuais.
 
Da mesma forma é útil relembrar conquistas, sem, todavia, admitir que a simples recordação seja fator imperativo para que novamente ocorra o sucesso, pois, este, dependerá sempre de nossa ação enérgica em cada ato presente.