Home Fale Conosco Curriculum Livros
Artigos
Pesquisas
Informativos
Matérias
Contato
Álbum de Fotos
Indique este Site
 

Escolha certa

Antônio Lopes de Sá

A eleição de caminhos a seguir na vida muito influi sobre os efeitos das nossas atitudes; escolher é antecedência onde o acontecer é consequência. O erro ou o acerto é resultado da qualidade da escolha, na quase totalidade dos casos.

É comum culpar-se terceiros por insucessos, mas, nem sempre o é analisar se deveras se é vitima de si mesmo.

É sempre fácil atribuir à má sorte fatos desagradáveis e fracassos, todavia, bem mais difícil, embora necessária, é a análise de como se procedeu.

Omissão, precipitação, impaciência, cólera, medo, são alguns dos defeitos que conduzem ao insucesso na vida e todos são opções ou conformações mentais.

A escolha certa reside em um complexo de atitudes dentre os quais importantíssimos são os fatores: serenidade, amor, acumulação de conhecimentos qualificados, propósitos elevados, pensamentos positivos, obstinação para materializar o sucesso com persistente trabalho, busca permanente de oportunidades e utilização das adequadas, exame analítico de atitudes.

Tais preceitos há cerca de 2.700 anos eram já os evocados por Proculus, incentivando os romanos quando recém fundada estava aquela civilização; Roma encontrava-se então dividida por dentro e cercada de inimigos por fora, na época em que Rômulo o primeiro governante desapareceu (não se definiu em realidade a causa de sua morte); as palavras de Proculus foram relevantes contribuições para que se iniciasse a erguer a maior civilização que a Terra conheceu. Na mensagem referida o influente romano afirmou: “O Destino quer que os romanos sejam um dia os dominadores do mundo”.

Reconhecer que a vitória depende de nosso esforço, mas, também, da cooperação de todos os seres que nos cercam, exige realmente um comportamento ético relevante.

Quando a oportunidade parece não existir é preciso de alguma forma criá-la ou obstinadamente persegui-la de alguma forma. Disso a história nos dá exemplos relevantes.

O que hoje se utiliza fartamente no campo da energia, os denominados “dínamos”, esses cuja utilidade desfrutamos, nem sequer pensamos como se conseguiu tal proeza; foi, todavia, fruto dos esforços de Faraday (1791-1867) um homem que não teve oportunidades de diplomar-se, mas, que adquiriu conhecimento com os meios que lhe foram permitidos. Filho de família muito pobre (o pai era ferreiro) faltou-lhe recurso para a educação, mas, sobraram-lhe qualidades para buscar o sucesso.

Não podendo estudar em escolas, por faltarem recursos financeiros, Faraday começou a trabalhar aos 13 anos, como encadernador de livros; em vez de só encadernar lia tudo o que passava por suas mãos, formando, assim as bases de uma poderosa cultura; com o tempo, sempre pesquisando, tornou-se um dos mais famosos químicos e físicos experimentalistas de seu tempo, revolucionando a matéria sobre a conversão da energia, mesmo sem conhecer matemática analítica. O exemplo deixado pelo mencionado inventor é modelo a ser seguido.

A evocação de tal episódio histórico é bem significativa para evidenciar que o caminho do sucesso depende de escolha certa, vontade indômita, pertinaz perseguição de grandes ideais.

Esperar apenas que as coisas venham ao nosso encontro não é uma atitude condizente com a dinâmica da existência, com a lei cósmica da permanente evolução.

Inércia, omissão, conformismo negligente, são posições que vivem à margem do processo divino; importante é fazer-se presente, no sentido de acrescentar sempre algo ao que foi recebido como vital.

Cada momento perdido é uma sonegação à missão que nos é outorgada e que se deriva da razão de existirmos.

A inutilidade é a maior das doenças porque se fundamenta na ignorância de viver.

Não existem obstáculos para os que se obstinam na busca da verdade, esta que dignifica o homem.

Mesmo contra maiorias é possível fazer vitoriosa uma opinião própria, como ocorreu com Pasteur (1822-1895); quando todos os médicos da França aceitavam a “geração espontânea” ele a negou e provou que essa não existia; abriu com a conquista obtida em indagações pertinazes um dos mais férteis campos da ciência humana - o da Microbiologia. Não temeu o contraditório, não acreditou no “consenso”.

Importante na escolha certa de um caminho na vida é, portanto, em suma, o conhecimento de si mesmo, a crença de que não sendo nós os autores de nossa existência, somos, contudo, responsáveis pelo exercício da mesma e que este deve traduzir-se na utilidade própria, naquela de terceiros, como fatores de evolução cósmica.