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Efeito das palavras

Antônio Lopes de Sá

Palavras são instrumentos para transmitir pensamentos, mas, nem sempre conseguem adequadamente expressar a realidade ou o desejável.

A maioria das coisas que pensamos, que os outros pensam, depende de vocabulismo.

Tal a importância do emprego da palavra no trato humano que ela implica dever ético.

Falar, escrever, sem utilizar os termos certos, sem deveras transmitir com fidelidade o que está na mente, dificulta o relacionamento e, mais ainda, pode levar-nos a injusto julgamento de nossos semelhantes e viceversa.

Uma defeituosa atitude pode derivar-se de uma incorreta transmissão de idéias.

Algumas pessoas por negligência, omissão, equívoco ou coisas afins não se preocupam muito como escrevem, nem com aquilo que dizem. Tal forma de agir implica dificuldades a terceiros e até a própria pessoa.

Quando o transmitido é feito com deficiência, faltando clareza em expor idéias, sem dizer tudo o que realmente pretende expressar, ocorre imperfeição expositiva.

Tais fatos assumem tanto maior gravidade quanto mais a função exercida exigir de quem fala ou escreve.

Professores, escritores, jornalistas, administradores, contadores, advogados, políticos, cientistas, em suma inúmeros profissionais e intelectuais possuem especial e séria responsabilidade com a forma de bem colocar as idéias com palavras adequadas.

Má exposição, por implicar responsabilidade nas atitudes de terceiros que dependem de entendimento, é uma lesão à ética.

É um dever ser claro, sincero e completo no que se transmite e isso é válido em toda e qualquer forma de relacionamento humano.

Necessário é que não só utilizemos as palavras de acordo com a qualidade do ouvinte, mas, especialmente que se imagine o “efeito das palavras”; não é só o que se diz, também, mas, como se diz. Podemos negar com meiguice e aceitar com rispidez e isso é importante que bem se observe para não ferir o interlocutor.

Mesmo perante um mundo acadêmico, um ambiente refinado, é exigível clareza e precisão.

Existem pessoas que possuem a equivocada idéia de que se utilizando de palavras incomuns, em desuso, vagas, evidenciam “importância”.

Importante, sim, é ser bem entendido.

É dever ético ensejar ao próximo a plena compreensão do que escrevemos ou falamos.

Falar ou escrever complicado é próprio de quem pensa confusamente, deseja ocultar algo, inclusive ignorância, incapacidade ou má intenção.

Usar inadequadamente expressões, construir mal as frases, não obedecer a uma ordem seqüencial lógica na exposição, são graves defeitos.

Não são raras as vezes que um auxiliar, um dependente, erra em razão da má qualidade da ordem que lhe foi transmitida de forma inadequada.

Frases mal feitas, mesmo curtas podem causar grandes males e provocar erros expressivos.

Quando não é bem entendido o que se lê, o que alguém fala algo está falhando.

A maioria dos erros é praticada pelos que transmitem.

A afetação de certos tecnocratas, de falsos intelectuais, é um dano do ponto de vista ético, pois, representa uma forma de falta de respeito, e, também, de pequenez de espírito ou má formação ética.

Confundir pode ser uma técnica usada pelos que ambicionam uma forma de poder a qualquer preço, pode ser até uma estratégia de conveniência subjetiva, mas, jamais uma atitude sadia moral e espiritualmente.

Pressupor que todos possuem a obrigação de nos entender não é uma atitude sábia, mas, muito ao contrário, de ignorância ou de má fé.