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Conhecer pessoas


Antônio Lopes de Sá

Pessoas aparentemente fortes podem estar a esconder fraquezas internas.

De forma oposta, outras que se apresentam frágeis são possuidoras de grandes fortalezas mentais e espirituais.

A impressão primeira que alguém nos causa, portanto, pode ser enganosa.

Nem sempre a própria convivência nos revela o caráter alheio, ou seja, como os indivíduos realmente são.

Existem seres que se escondem até de si mesmos.

Formar, pois, uma idéia sobre o comportamento de quem lida conosco não é tarefa fácil e não pode estar baseada apenas em contatos fugazes e apressados.

Algumas vezes, não raras, a culpa é também nossa em discriminar, não analisar convenientemente ou até mesmo ter boa ou má fé inadequadamente.

O sucesso de nossas relações, entretanto, depende de saber entender o próximo e como lidar com as diferenças.

A quase totalidade dos seres busca proteção, aquela que perdeu quando saiu do ventre materno.

Número expressivo de pessoas é dominado por alguma forma de medo, e, portanto, possui debilidades.

Mesmo os que demonstram grande força possuem inquietudes.

Narra a lenda que o grande líder e guerreiro espanhol Dom Rodrigo Diez, “El Cid”, mesmo imbatível, quase não dormia no dia que antecedia as batalhas; perguntado certa vez porque, respondeu que só recuperava a tranqüilidade quando “conhecia a face do inimigo”.

Conhecer bem amigos, inimigos, qualquer relacionamento pessoal, é condição essencial para o sucesso das convivências ou até de encontros fugazes.

Quando não conseguimos formar juízo sobre as pessoas, melhor é agir com um máxima cautela.

Não se deixar levar pela primeira impressão, todavia, é um bom princípio.

Muitas decepções se constroem porque se espera demasiado de quem não nos pode oferecer o que realmente julgávamos ser possível.

Existem igualmente casos que nos surpreendem favoravelmente, ou ainda, em que o nosso semelhante vai muito além do que dele esperávamos.

Para que não sejamos injustos em nossos relacionamentos, pois, é necessário que também não construamos conceitos errôneos sobre a capacidade das pessoas.

Cada ser é um universo de pensamentos; em sentido absoluto não existem pessoas idênticas, mas, apenas semelhantes; é possível, todavia, mediante observação e análise identificar virtudes e defeitos relevantes em terceiros.

Sabedoria está em avaliar para onde pendem os comportamentos, qual a prevalência, se para o bem, se para o mal, se são de força ou debilidade.

Igualmente sábio é refletir se não somos demasiadamente exigentes em nossos modelos de avaliação.

É freqüente exigir das pessoas mais que realmente podem dar, assim como praticando a intransigência deixar de aproveitar o que de bom se poderia receber dos seres, mesmo daqueles que julgávamos totalmente incompetentes.

Conhecer verdadeiramente o nosso semelhante implica equilíbrio de apreciação, ou seja, que ao avaliar nos julguemos, também.