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Prestígio e valor

Antônio Lopes de Sá

O prestígio pessoal é decorrência de um valor atribuído por terceiros.

O conceito é uma conquista que exige comportamento ético.

Por isso, não basta ser “bom”, sendo necessário “parecer bom” através de um comportamento especial.

Se o reconhecimento de nossas virtudes depende do julgamento que delas fazem outras pessoas é preciso sempre evidenciar adequadamente nossas qualidades, de modo que possam ser percebidas e avaliadas.

O ouro existente na lua não deixa de ser ouro, mas, falta-lhe a atribuição de “valor econômico”, posto que ainda inalcançável.

Precisamos, pois, fazer com que o nosso valor seja “alcançável” por terceiros de uma forma digna para que sejamos bem conceituados.

Importante é que a imagem que se venha a projetar seja honesta, equilibrada, sem arrogo, pois, só assim resistirá ao tempo e terá espaço garantido.

Conheço pessoas que se projetaram rapidamente, mas que, também, em curto prazo ficaram desmoralizadas; também convivi com muitas outras que jamais tiveram abaladas as suas imagens.

A vida prática nos mostra que é perfeitamente possível enganar por algum tempo, mas, não por “todo o tempo”, por mais ardiloso que possa ser um falsário.

Os vulgarmente chamados de “ídolos de barro”, por possuírem constituição frágil, terminam por não resistir às intempéries.

Fortalecer-nos, pois, pela benevolência, com evidência adequada, é proteger uma imagem sólida.

Importante mais que tudo não é apenas pela “forma” se mostrar, mas, sim, pela “essência” consagrar as nossas atitudes no campo da virtude, operosidade e sabedoria.

Agir rendendo utilidade a si mesmo só é algo integral quando também a rendemos a terceiros.

Quando outras pessoas reconhecem o quanto representamos para elas, então, prestígio e valor se identificam dentro de realidade inquestionável.

Para que isso ocorra necessário se faz que ao mostrar importância ao mesmo tempo tenhamos preocupação em ser úteis e prestimosos.

As pessoas geralmente nos julgam de acordo com os modelos que elas possuem para si mesmas.

Nem sempre, pois, um julgamento é objetivo em meio de relações humanas usuais.

A projeção exige de nós ausência de egoísmo, vaidade, orgulho, arrogância e outros vícios.

O tornar-se evidente positivamente requer mostrar-se com sinceridade e simplicidade.

Conceitos duradouros não são frutos de imposições, mas, de conquistas ao longo do tempo, lastreados em preceitos éticos.