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Inesperado

Antônio Lopes de Sá

De forma caprichosa o destino apresenta cenários surpreendentes.

Chegamos a pensar em “coincidências”, “tramas”, no “impossível”, “inacreditável”, mas, fato é que tais coisas a todos se apresentam.

Estarrecidos ficamos por algum tempo sem saber o que fazer, como enfrentar as surpresas.

Nada melhor, todavia, nas horas de indecisão que serenidade e reflexão; a tranquilidade enseja a meditação com liberdade e esta nos transporta a estágios peculiares de conexão exógena.
 
Meditar não é raciocinar, pois, exige disposição extrasensorial que não se confunde com “julgamentos da razão”.
 
Como existem incontáveis forças além das nossas, incalculáveis mesmo é pela meditação que nos habilitamos a captá-las.
 
Conversar primeiro conosco mesmo condicionando-nos, abrir a mente para receber inspirações, desligar-nos, são propriedades reflexivas, atitudes que muito ajudam.
 
É preciso confiar em si, na vida, na força do destino, nesse imensurável complexo no qual está inserido o nosso ser.
 
Sem intolerância, evitando pensamentos negativos, deixando-nos ir ao sabor de nossas energias, conseguimos que elas se identifiquem com outras que também livres se encontram.

Perante situações embaraçosas mais se requerem disposições de serenidade e confiança.
 
O que nos é ensinado como “fé” consiste em confiar; tal coisa quando enseja uma concentrada disposição de apelo, formulando algo que desejamos ter ou aceitar deixa de ser uma acomodação ou submissão para encontrar a dinâmica da vinculação energética; as preces são falas que quando livres, não subordinadas a textos, são diálogos.

A oração, quando uma libertação da mente para estados que se estimulam em confianças, desligamentos, é uma abertura de nosso poderoso aparelho receptor cerebral, podendo transformar-se em um caminho para a reflexão; nesse estágio se converte quando é um diálogo com as forças do bem que a tudo envolvem, caracterizando-se por uma entrega, em ato de amor.
 
Poucas pessoas avaliam o poder dessa disposição de liberdade do espírito por que não são em geral educadas para buscar e absorver a energia inteligente que povoa todo o universo, mas, quase sempre disciplinadas para limitar-se a imposições.
 
O mundo dos “costumes”, das “normas”, das “leis” é formado de imposições.
 
A quase totalidade das pessoas recebe o traçado do destino sem se esforçar por beneficiá-lo, contribuindo.

Preferem admitir o “inesperado” como um “milagre” ou uma “maldição”, conforme o que se apresenta; o “conformismo” é uma forma de incapacidade.
 
Na realidade tudo é efeito da grande causa que é o imenso complexo em que se está inserido, essa energia inteligente que há em tudo e que nos impõe caminhos, mas, outorgando-nos a liberdade de modificar em sentido evolutivo, ou seja, de também operar transformações.

Há uma energia inteligente em todos os espaços e tempos e que se encontra livre para ser captada pela meditação.
 
O “milagre” somos nós mesmos quando nos dispomos a solucionar, empregando a força que está a nossa própria disposição e que nos oferece o “direito de existir”.

Não somos os autores de nossas vidas, mas, não podemos negar o prodígio que ela representa e o dever de exercê-la.
 
Em momento algum estamos sós; o que ocorre é a “ilusão de sentir-se só” quando se limita o viver ao pequeno espaço que nos circunda, sem imaginar que estamos seguindo a um curso cósmico.

O que existe, desde a minúscula poeira sideral até as grandes massas ígneas estelares, tudo é feito da mesma essência.
 
O micro, o macro complexo, tudo segue as mesmas leis; o átomo ou a galáxia são regidos em bases sistemáticas.

Portanto, em vez de alheiar-nos perante tais condições de integração e interação o que devemos fazer é assumir a participação, condicionando-nos a emitir e receber energias.
 
O que alguns entendem como “milagre” ou “infortúnio”, conforme o caso, apenas exige a capacidade vital de viver tal “inesperado” como algo destinado, devendo ser assumido como algo que requer a busca de soluções, captando as energias que em nós penetram pela meditação.