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Arrogância

Antônio Lopes de Sá

Como princípio se deve respeito a todos os seres, mas, na prática existem algumas pessoas cuja convivência nos é prejudicial.

Existe relacionamento com alguns tipos de indivíduos que melhor é evitá-lo se possível.

Um deles é com os “prepotentes”, pois, são convívios negativos.

Os arroubos da “altivez” são formas sofisticadas de presunção.

Geralmente manifestam-se tais sentimentos de prepotência em seres de espírito inferior.

Por razões que a Psicanálise bem explica o orgulhoso esconde a insignificância que atribui a si mesmo através da aparência de importância que pretende que outrem lhe atribua.

Trata-se de uma lesão à Ética porque se fundamenta na falta de respeito a alguém.

A mim tais seres inspiram piedade; os considerei sempre dignos de compaixão, procurando com serenidade tolerar a mediocridade que exalam.

Deixar de reconhecer nossos limites perante o cosmos, para entender-nos como um Deus é, realmente, grave deficiência mental.

Grandes homens que contribuíram para o progresso do conhecimento humano foram em geral seres simples, acessíveis, despidos do vício da arrogância.

As maiores celebridades do mundo intelectual com as quais convivi eram pessoas sem vaidades, preocupadas em serem úteis.

Quem consegue formar uma consciência ética com fundamento na virtude, sábia, reconhece que a “suposta superioridade” é uma miragem apenas.

A grandeza em viver está em manter próximo de nós o nosso semelhante, buscando contribuir e receber contribuição; a arrogância discrimina os seres, sendo, pois, a antítese do amor.

A convivência é abençoada quando se inspira em sinceridade, em desejo de identidade; quanto mais nos aproximarmos das energias de nosso semelhante com propósitos benevolentes e mais tenderemos a ser felizes.

O arrogante ao contrário cria distância e com isso comete um sério equívoco e em assim procedendo não calcula o que perde na vida.

Eventualmente o presunçoso pode até colher vitórias, perante circunstâncias que venham a ser extremamente favoráveis, mas, tende a nunca ser amado.

Pior de tudo é que um ser que tem essa doença mental nunca se considera “arrogante”, justificando a si mesmo, ou seja, imagina que adota um meio eficaz de relacionamento; imagina princípios de relacionamento que não são em realidade os que se inspiram na sabedoria.

Como quase sempre o presunçoso fracassa em suas investidas, mas, nem a si mesmo tem a coragem de culpar, pois, entende-se “infalível”, “dono da verdade”.

Nesse comportamento equivocado dispensa conselhos e orientações, ainda que sejam as mais consagradas como certas; entende-se como um “modelo do mundo”.

Em razão desse endeusamento, dessa divindade que a si mesmo atribui ele não elogia ninguém e o incomoda o sucesso alheio; está sempre disposto a realizar críticas destrutivas.

Se o prepotente pudesse destruiria a tudo que imagina como oposição; sofre com o sucesso alheio, recusando qualquer idéia que não seja a que tem em mente.

A melhor forma de lidar com pessoas dessa índole, não podendo evitá-las, é a de não aceitar o confronto, sem se deixar impressionar com o que dizem e aparentam, sem contestá-las, porque seria perda de tempo fazê-lo.

Importante é aceitá-las momentaneamente com a anormalidade que possuem, sem tentar modificá-las, pois, são infensas a sugestões ou a seguir as idéias que abraçamos.