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Idéia e Evolução

Antônio Lopes de Sá

O que somos, o ambiente que formamos, é fruto do que pensamos.

No lar, no trabalho, seja aonde for, somos passíveis de ser influenciados e de exercer influências através de nossas idéias.

Pensar com propriedade, positiva e construtivamente é o importante.

Somos os autores de nossas felicidades e infelicidades, assim como daquela de terceiros.

O limite de nossas ambições é também aquele de nosso sucesso.

Lutar por propósitos, todavia, pode não ser materializável no período curto de uma vida, mas possibilita formar semente que produzirá outra, mais tarde oferecendo frutos sazonados.

Defender grandes idéias pode não ser caminho fácil quando elas clamam por realidades que contrariam autocracias ou forças econômicas poderosas.

Fases enraizadas na civilização, às vezes por séculos, acabam, todavia por serem modificadas, por mais poderosas que sejam as adversidades, curvando-se diante de verdades contundentes, defendidas por intelectuais.

Nem sempre grandes idéias coroaram em vida titãs do pensamento e muitos deles faleceram sem ver as o triunfo do que pregaram.

Cumpriram, todavia, tais homens, o destino aos mesmos reservados, influindo nas linhas da história.

As idéias são forças lançadas que sobrevivem àqueles que as emitem.

Voltaire não chegou a ver a passagem definitiva para a idade moderna; a luta que empreendeu da prevalência da razão sobre a crença foi a que avigorou o positivismo e alimentou a chama de novo regime que após a morte do pensador inevitavelmente ocorreu.

Mais de dois séculos antes, quando se procurava a passagem do “Teocentrismo” ao “Antropocentrismo”, Gil Vicente, em Portugal, pai do teatro em seu País, já defendia o mesmo rompimento das linhas medievais, visualizando uma nova era; superou inclusive muita proibição que se fez  a difusão de seus trabalhos.

Essas duas referências, expressivas dentre várias outras que ocorreram, justificam a presença em seus tempos de “construtores da evolução”, autores que entenderam sobre o inevitável poder arquipotente das idéias.

Pensamentos podem reformar uma época, mesmo quando a eles se opõe a massificação comercializada da informação, essa que em nossos dias profusamente ocorre.

No curso da civilização não foram poucos os poderes que se acabaram mesmo se achando absolutos.

Nada é indestrutível por paradoxal que tal antítese pareça em face da evolução cósmica.

A própria Astrofísica nos ensina que corpos celestes se criam e se destroem no curso universal; os próprios planetas de nosso sistema estão caminhando para se chocar contra o sol do qual foram egressos.

A evolução se constrói através de transformações constantes por que não se conforma com a apatia.

As idéias são motores da evolução e nós agimos como uma usina a produzi-las.

Em limites de atuação nos compete admitir que a força mental possa transformar não só a nossa vida, mas, a de terceiros e até a da história de toda a humanidade.

Para tanto basta ponderar que o mundo não foi o mesmo depois de Descartes, nem depois de Lavoisier, nem depois de Meucci, nem depois de Max Planck, nem depois de Fleming...