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Valor Ético

Antônio Lopes de Sá

O valor ético pessoal é mensuração de qualidade; qualidade é sempre comparação.

Os seres humanos são desiguais em face dos comportamentos perante terceiros.

A capacidade intelectual difere entre os indivíduos, assim como a emocional.

Entre irmãos, filhos dos mesmos pais, vivendo no mesmo lar, frequentando escolas iguais, com idênticas antecedências familiares, em geral possuem expressivas diferenças de comportamento.

Não existe identidade absoluta entre os seres; conviver requer conhecimento e amor, coisas que a ciência Ética ensina.

Partindo do princípio de que somos desiguais é possível encontrar razões de entendimentos.

O equilíbrio nas relações só se opera através de medidas sábias entre as quais se destacam: serenidade, respeito, tolerância, benevolência, espírito de justiça.

Quer no âmbito particular de uma empresa, de um lar, de uma entidade, quer no social é preciso que exista liderança sadia, competente para preservar as condições morais e promover as de bem estar geral.

Foi pensando nisso que o excelso sábio Platão (427 - 347 antes de Cristo) imaginou uma sociedade ideal dirigida por pessoas de mérito.

Desiludido com a baixa moral na política, corrupção, intrigas, vitória da mentira, o grande sábio repudiou a democracia e imaginou um governo escolhido não pela quantidade de votos, mas pela qualidade humana notória das pessoas.

Em uma famosa obra sob o título “A República” defendeu uma administração estatal exercida por pessoas sábias e de probidade exemplar.

Para tanto imaginou um regime de “provas de seleção” e uma ampla e intensa educação sob a responsabilidade do Estado.

Para o grande pensador somente os que comprovassem ao longo do tempo capacidades teóricas e práticas e tivessem amor pelo povo, provando estarem dispostos a defenderem o bem público, poderiam assumir cargos políticos.

A apologia da qualidade humana, o respeito à hierarquia de valores, todavia, não tem sido a constante do mundo moderno, segundo o notável intelectual Lyotard que em sua obra “A condição pósmoderna” faz duras críticas a prevalência do dinheiro sobre o valor ético, supremacia do “individual” sobre o “coletivo”.

Dirigentes e políticos corruptos e de má índole costumam contaminar sociedades, tal como uma laranja podre pode colocar a perder todo um cesto de frutas; a opção de cada pessoa, entretanto, deve estar em manter o comportamento sadio, mesmo perante a devassidão.

Mais de um século antes de Platão, pregava Buda (563 - 483 antes de Cristo) que a virtude está em não roubar, mesmo vivendo entre ladrões; em não matar mesmo vivendo entre assassinos; frisou ele que se deve viver no mundo sem assimilar os erros que nos cercam.

O valor próprio, reconhecido ou não por terceiros, termina por fazer-nos feliz e tende ao sucesso no tempo.

Como o maior de todos os tribunais é o da nossa consciência, importante é que o auto julgamento não seja o de condenação.

Participar com qualidade, esmerar por conquistar valor, é um dever ético; os que deixam de cumprir tal obrigação desmerecem-se perante a vida, ainda que se julguem poderosos e não se arrependam dos males praticados.

Além de nossa passagem pela Terra estamos aqui a cumprir uma missão cósmica; a dignidade estará sempre em exercer a vida como pagamento da doação que nos foi outorgada por existir; a forma de fazê-lo, prtanto, é a de equivalência, ou seja, com amor devolver o que por amor nos foi concedido.