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Opostos nas dificuldades

Antônio Lopes de Sá

Mesmo perante situações de malogro é preciso manter disposições de sucesso, emitindo pensamentos de tranquilidade e positividade.

Lutar sem esperança de vencer já é ser derrotado em definitivo.


Mesmo dificuldades maiúsculas se resolvem com coragem.


O clima derrotista não convém a nenhuma empresa, instituição, classe ou comunidade.


Nossos pensamentos são forças que materializam coisas.


Ninguém está livre de épocas difíceis; carestia, doença, perdas, perseguições, injustiças, traições, omissões, oposições, desavenças, muitas são as adversidades na vida dos seres.


Nem as mais poderosas nações se livram de fases críticas.


Imprescindível, todavia, é manter a calma e a crença de que tudo pode ser resolvido; imperativo é começar a enfrentar os obstáculos com a disposição de superá-los, ou seja, sentir-se maior que o problema.


O notável pensador Machiavelli em seu trabalho sobre a arte da guerra lecionou que o desânimo das tropas se cura com lições de otimismo; para exemplificar historicamente (como sempre utilizou fazer em seus livros) lembrou que Sila, em uma batalha em que a derrota era iminente, estimulou seus comandados, dizendo que eles estavam cumprindo exatamente as ordens dadas por ele e, por isso, tudo ia muito bem; evitando o pessimismo conseguiu recuperar posições na batalha.


A época referida, todavia, sequer inspirava tranquilidade, pois, havia-se intensificado a luta de classes, essa que a centenas de anos já vinha ocorrendo; de um lado Sila, ditador que provinha de estirpe patrícia, elitizada e de outro Mário, estrategista famoso, mas, de origem plebéia ou popular; tal a intensidade das poderosas oposições que a poderosa Roma, há cerca de 2.000 anos, foi levada a uma guerra civil; tal fato foi inevitável por que ambos os referidos eram poderosos caudilhos militares.


Mesmo perante as dificuldades sociais, a tensão que chegara ao extremo, foi fator de superação o comportamento individual dos combatentes no caso do exemplo citado por Machiavelli.


Não se pode duvidar do sucesso de quem tem a disposição em vencer.


Esconder, ter medo, fugir dos problemas nunca foi e nunca será solução.


Há dois mil e quinhentos anos Buda ensinou que “a maior derrota é aquela que um homem impõe a si mesmo”; afirmou que inútil é alguém vencer muitas pessoas se não consegue superar-se.


Os seres vitoriosos que conheci em minha vida foram os que sempre acreditaram no sucesso; obstinados em materializar propósitos grandes nos quais acreditaram conseguiram o que para terceiros parecia o impossível.


Poderia referir-me a um sem número de casos que presenciei, mas, apenas um é significativo deveras para ser apresentado como exemplo.


Faz muito tempo e fui levado pelo saudoso cliente, Pietrino Ditta, a visitar um empreendimento que se instalava em poucas e modestas salas; tratava-se de algo em que muita gente não confiava no sucesso e para o qual era pedido o meu apoio, pois, estava ligado ao ensino; o objetivo era integrar a escola à empresa.


Reconheci que o propósito era grandioso, merecia ajuda, mas, muito maior que tudo me impressionou o otimismo, a determinação, a firmeza de pensamento positivo de um ser a quem estava entregue a tarefa - o autêntico comandante Waldemar Dornas Pereira.


Os anos se passaram e o previsto sucedeu - o professor Dornas transformou o CIEEMG - Centro Integrado Escola Empresa de Minas Gerais em uma organização vigorosa, com amplo prédio próprio, movimentação expressiva, projeção social, servindo a muitos milhares de estudantes e empresas, prestando relevante serviço a pátria.


Não importa, pois, época, atividade, tamanho da dificuldade, por que a quase totalidade dos empecilhos se vence com coragem, disposição, crença, jamais permitindo que os problemas sejam maiores que a capacidade em superá-los.


Existem casos nos quais os seres se colocam tão acima das dificuldades que elas se desmancham e se transformam até em facilidades, por paradoxal que possa parecer.


Albert Einstein foi perseguido, reprovado, obstado em suas pretensões em atingir o título de Doutor; conseguiu o prêmio Nobel e ainda não se tinha titulado; a expressão notória do valor do cientista, todavia, fez com que o próprio doutorado se tornasse pequeno diante dele e o titulo terminou por fluir espontaneamente.


Ao se engrandecerem os homens apequenam as dificuldades, comprovando que o equilíbrio está nos opostos quando se igualam - ou seja - maior dificuldade exige menor descrença.