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Vencedores e perdedores

Ideal seria que pudéssemos jamais ter contendas, vivendo em paz, livre da maldade, ambição, inveja e rancores de outras pessoas.

Mesmo sem praticar o mal, todavia, sem realizar provocações, conquistamos “inimigos gratuitos”.

Basta que sejamos bem sucedidos, que estejamos sempre ao lado da virtude, para que sejamos alvos de ataques.

Parece mesmo haver uma predileção para atingir quem tem valor.

Se atingidos, todavia, é legitimo defender; defender-se não é um erro, mas, um dever.

Nunca justifica errar por que os outros erram, mas, na defesa de princípios, da benevolência, não cabe a omissão.

Se não se consegue evitar o ataque, o atentado aos nossos princípios éticos, não é recomendável que por medo ou displicência se deixe subtrair o que conquistamos ou que nos é deveras atribuível como mérito e posse.

A vida é, pois, como uma batalha; tem vencedores e perdedores.

Alcançam êxito os que acreditam no sucesso, mesmo quando  os problemas parecem superiores às forças disponíveis.

Mesmo quando tudo parece conspirar contra as soluções, o uso da inteligência, a confiança, são fatores que tendem a superar o considerado como “impossível”.

Sob certas circunstâncias a própria adversidade pode ser transformada em solução, ou seja, é possível usar a própria força do antagonista para vencer uma contenda.

Quando enfrentar alguém é inevitável a solução é traçar uma estratégia, ou seja, planejar racionalmente a contenda.

A história está cheia de exemplos que podem ser tomados como analogias.

Assim, foi em um dia pleno de neblina, sem sol, em terreno encharcado que Napoleão venceu as tropas russas e austríacas, essas duas vezes maiores em número que a dos franceses.

A batalha de Austerlitz ficou na história como uma lição de estratégia.

Os grandes generais sempre se caracterizaram pela inteligência na manobra de suas tropas; assim, também, ocorreu com o cartaginês Aníbal Barca que por vezes  venceu o poderoso exército romano, até que Cipião o imitasse em tática para derrotá-lo.

Quando se tem a impressão de que nada mais resta a fazer, ainda podem existir soluções que resolvam problemas tidos como insuperáveis.

Lutar, pois, requer inteligência, obstinação e crença; exige confiança em si mesmo, perseverança nas atitudes e crença na força do destino, na participação de energias próprias e que podem ser invocadas.

Vergonha não é eventualmente perder uma luta, mas, sim, fugir dela.

Mesmo derrotado perante terceiros é vencedor aquele que intimamente conserva a consciência limpa por haver dentro dos limites de suas forças lutado e mantido de pé, intacto, o ideal que defendeu.

A maior vitória, pois, é a que se consegue sobre si mesmo e esta depende da superação do medo, da manutenção de um estado de tranqüilidade interna, da convicção de haver defendido a verdade.