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Código da grandeza

Antônio Lopes de Sá

Superioridade, neutralidade, mediocridade ou inferioridade perante a missão que tem a cumprir na passagem no planeta é conseqüência de conduta perante a vida.

O amor e a sabedoria são as colunas mestras que sustentam a magnitude do comportamento e como asas do espírito elevam os seres à cimeira da dignidade.

As virtudes que caracterizam a superioridade regem-se, todavia, por um verdadeiro “Código da Grandeza Humana” estribado na qualidade do exercício da energia espiritual.

Não foram poucos os pensadores que há milênios procuraram ditar as referidas formas de procedimento, aquelas que entenderam convenientes e que nas bases muito não se diferenciaram em Mahavira, Buda, Sócrates, Cristo, Descartes, Kant ou Espinosa.

Encontrando-se a si mesmo, amando e fazendo-se amar, selecionando conhecimentos, integrando-se e praticando ação benevolente é possível formar personalidade dinâmica que não se deve confundir com individualidade isolada ou egocêntrica.

A formação de uma consciência própria, sabendo distinguir o que é certo, sem deixar-se levar pelo que dizem ou fazem terceiros é, todavia, eleição basilar.

Nem sempre o legal é moral, nem toda moda é modelo para uma consciência ética; é possível fazer algo porque se é compelido a tal fim, mas, isso não deve implicar em pensar de acordo com o que nesse caso, por obrigação, se cumpre; a disciplina pode ser involuntária.

A preservação e a evolução da liberdade de pensamento, todavia, é porta aberta para a superioridade quando se lastreia em serenidade, essa que enseja clareza, ponderação e simplicidade.

Com o pleno desfrute de um presente comprometido com a benevolência, necessária se faz visão holística que enseje continuidade; em assim agindo, norte deve ser a prudência sem timidez, audácia sem leviandade, esperança sem ilusão.

Isso implica precaver com previsão racional e agir sem ensejar muralhas derivadas dos vícios da alma tais como orgulho, vaidade, presunção, cólera e crítica áspera.

Selecionando relacionamentos, sem desprezar terceiros, tendo por parâmetro a verdade, com mente de adulto e coração de criança, buscando no conhecimento de si mesmo a própria concepção que deve formar do Criador, habilita-se o ser a reunir energias para cumprir todo um “Código de Grandeza Humana”.

Embora nem todos tenham conseguido preencher os requisitos necessários para a ascensão à superioridade, em realidade são os mesmos plenamente exeqüíveis quando se admite que o destino nos guia, mas, também cada um é responsável pelo que lhe é atribuído; ou seja, o destino nos faz, mas, também nós fazemos o destino.

Foi refletindo sobre o verdadeiro sentido da vida que seres notáveis conquistaram a superioridade e se tornaram grandes.
Sabe-se, por exemplo, a respeito das profundas meditações de Sócrates que por vezes ficava por toda a noite sem dormir, buscando encontrar explicações que alegava provinham de “vozes”.

Essas “vozes” misteriosas que outros tantos informaram ouvir, como Agostinho e Joana D´Arc, foram por alguns estudiosos das doenças mentais atribuídas a loucura, mas, parece-me temerário afirmar que tais “loucos” pudessem ter legado tão profundas realizações e lições.

Seja como for o importante é que pela liberdade de pensar, presença em não se omitir a si mesmo e nem a terceiros, devemos com personalidade evolutiva contribuir para a grande obra cósmica na qual estamos inseridos.

Se não podemos afirmar sobre a finalidade da vida também não é possível negar que através dela participamos de um imensurável universo.

Ou seja, validável sendo a expressão de Einstein de que “Deus não joga dados”, tudo deve provir de uma Essência que se dividiu em miríades de corpos e energias.

A magnitude que devemos representar nessa obra, portanto, depende de um “Código da Grandeza”.

Isso implica seguir o exemplo que se espelha do átomo à  galáxia, ou seja, a lei básica dos sistemas, de integração com interação, de antítese de autonomia e dependência.

Integração, por base, exige amor; interação requer sabedoria; autonomia se expressa na liberdade em pensar; dependência, entretanto, representa submissão à realidade objetiva construída como verdade, aquela que apenas encontramos, mas, preexistente na obra divina, devendo ser pois escudo e espada a um só tempo na luta da existência.